Mãe Soberana

25Apr07

As festividades da Mãe Soberana constituem uma tradição que data do século XVI. Esta grandiosa manifestação de fé e devoção, em honra da Virgem Nossa Senhora da Piedade, mais conhecida como Mãe Soberana, a Padroeira da cidade, que atrai à cidade de Loulé milhares de visitantes e crentes.

 

Esta festa decorre entre o Domingo de Páscoa e os quinze dias posteriores. Ela tem dois grandes momentos: a Festa Pequena e a Festa Grande. Num primeiro momento, que coincide com o Domingo de Páscoa, tem lugar a descida da imagem da Mãe Soberana, do Santuário até à Igreja de S. Francisco. Esta imagem da Nossa Senhora carregando o seu Filho, retrata o enorme sofrimento de Maria que segura Jesus, morto, no seu regaço, após ter sido retirado da cruz.

Durante os quinze dias da sua estadia neste local, as novenas e os sermões conduzidos por afamados oradores sacros perfazem uma vigília religiosa de grande poder espiritual. Todas as noites, durante este período, a Igreja de S. Francisco enche-se de fiéis que rezam o terço, com a imagem da Virgem à sua frente.

 

Quinze dias depois realiza-se aquela que é considerada a Festa Grande. É o adeus da Padroeira à sua terra e o regresso em apoteose, com a subida do andor pelo cerro, até ao Santuário, onde se localiza a sua pequena ermida que, a poente, se ergue sobranceira a toda a cidade.

 

O último dia de festividades em honra de Nossa Senhora é precisamente o da Festa Grande. Com várias celebrações da Eucaristia ao longo do dia, sempre com a imagem da Nossa Senhora presente; uma procissão de manhã, percorrendo várias ruas da cidade de Loulé, ao ritmo de marchas executadas por bandas de música, nomeadamente o centenário Hino da Mãe Soberana; e uma outra procissão à tarde, a Grande Procissão que percorre as principais ruas da cidade numa demonstração de fé. Esta procissão faz uma pequena pausa na Igreja de São Francisco antes de ter início a subida final e fortemente simbólica – a viagem de volta ao Santuário. Os homens do andor sobem o íngreme cerro, e a população junta-se aos mesmos, ao ritmo da música e dos “vivas” sentidos com emoção pelos milhares de devotos presentes.

 

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A escalada do caminho que dá acesso ao altar da Nossa Senhora da Piedade é um documento espantoso da fé cristã nesta terra algarvia. Ao esforço gigantesco dos homens que transportam a Virgem, alia-se a força espiritual dos muitos fiéis que, em vivas à Nossa Senhora, em passo vivo e na cadência musicada dos homens da banda, vão “empurrando”, calçada acima, o pesado andor da padroeira.

inicio 

NS

NossaSenhora

 

 

 

 

 

 

Este cenário imenso da religiosidade louletana, de características locais e únicas, só pode ser sentido na alma de cada crente, quando vivido. Uma vivência feita de fervor religioso e de testemunho cristão. 

 

               escalada                                      escalada2

 

A escalada termina com a chegada da Mãe Soberana à ermida, onde é pousada, seguindo-se o Sacramento da Reconciliação.

Terminada a cerimónia, iniciou-se a descida da ladeira, pelos milhares de fiéis e participantes na festa, voltando para o centro da cidade em autêntico ambiente de festa.

 

volta              descida            destemidos   

    

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